2026-08-07

Hoje

Hoje, te vi.

Te vi falando, com seus jeitos, suas manias, seus trejeitos… tudo aquilo que só você tem.

Lembrei de quantas vezes adormeci no seu peito ouvindo sua voz. Ou de quando você dormia primeiro e eu ficava apenas ouvindo você respirar, tentado fazer a minha entrar em sintonia com a sua.


Hoje, ouvi sua voz.

E lembrei de tanta coisa que já conversamos, sonhamos e vivemos juntos.

De cada plano maluco que você inventava.

E eu simplesmente respondia:

“Eu topo.”

Sem saber o destino.

Sem perguntar o porquê.

Só porque era para estar com você. 


Hoje, olhei nos seus olhos.

Lembrei de quando você me olhava de perto.

De quando tentava disfarçar alguma coisa.

De quando sorria, sem graça, porque eu percebia que estava me olhando.

E lembrei, principalmente, do brilho nos seus olhos quando eu respondia:

“Eu também.”

Quando você me dizia:

“Eu te amo.”


Hoje, eu te vi.

Ao vivo.

E lembrei de todas as vezes em que imaginávamos como estaríamos no futuro.

Do quanto sonhávamos com o que a vida ainda nos reservava.

Sem imaginar que, já tinha reservado rotas opostas.


Hoje, procurei por mim em você.

Procurei em cada detalhe.

Em cada mão passada pelo cabelo.

Em cada respiro mais profundo.

Quis saber se ainda existe alguma parte de mim aí…

Em você.

Na sua estante.

Na sua decoração.

Ou, quem sabe,

em algum lugar da sua vida.


Hoje, te desejei.

Como sempre desejei.

E espero,

que um dia eu não deseje mais.


Hoje, me escondi de você.

Não quis ser notado.

Entrei anônimo 

Tentei ser apenas mais um.


Hoje, te amei.

Como,

te amei ontem.

Como, 

eu sempre vou te amar.