Não foi por ele. Nem por mim. Foi por você.
Você me fez sofrer.
Me moldou na dor, no silêncio, na dúvida.
Me fez questionar meu valor, meu brilho, minha essência.
Me virou do avesso e ainda teve a audácia de achar que tudo bem.
Fui seu troféu, mas nunca fui seu cuidado.
Fui seu segredo exposto, sua companhia conveniente,
Mas nunca fui prioridade.
E tudo bem…
Na época, eu achei que te amava.
Achei que daria tudo certo.
Achei que você mudaria.
Mas quem mudou fui eu.
Mudança forçada. Na dor, no cansaço, na decepção.
E hoje?
Hoje eu fiquei com seu melhor amigo.
Não por desejo.
Não por carinho.
Muito menos por sentimento.
Fiquei com ele porque sabia que isso ia te doer.
Porque foi a única maneira de devolver, nem que seja um pingo, do que você me fez sentir.
Porque às vezes a única justiça que a gente tem é a dor do outro.
Não foi sobre o beijo, nem sobre a cama.
Foi sobre o gosto amargo da vingança.
Que não cura, mas alivia.
Se doeu em você?
Espero que sim.
Porque em mim… já doeu demais.